Category Archives: Textos

20nov/14

Vale do Jequitinhonha

Tem uma casinha bem lá no alto do morro,
Tem janela sem tranca,
Tem porta aberta todo tempo,
Quem passa por lá
Sempre sossega na sombra
de uma arvore
e chega a cochilar.
Lá dentro da casinha não tem nada,
Mas tem a presença de tudo,
As paredes estão impregnadas de gratidão,
Amorosidade, humildade, quem mora lá
Recebe a todos com sorriso,
Gentileza, palavras sábias e diretas.
Ao anoitecer só se vê uma fumacinha
Subindo pela chaminé
Um cheirinho de alimento cozido,
No canto a dona da casa segura um terço, e
Com fé agradece ao Pai
Seus olhos brilham
Seu coração está em paz
A lamparina se apaga e a doce mulher
Agora desdobrada
Deixando seu corpo sobre a cama simples e arrumada
Viaja e livre do corpo experimenta a verdadeira liberdade
Junto a ela, seres carinhosos, gentis e amorosos a conduzem
A uma sala iluminada onde encontra seres adoentados,
Mentes perturbadas e ali essa simples mulher
Continua seu trabalho,
Que logo mais é interrompido pelo canto do galo,
Anunciando mais um dia,
A mulher corre a janela e deixa o sol entrar, radiante, e reinicia a rotina
E agradece a vida que tanto bem lhe traz.

psicografia – 02/04/2014

20nov/14

Vivos mortos ou mortos vivos

Quando olho a multidão absorvida, hipnotizada, dormida.
Sempre me pergunto, em que momento o Ser deixou de se procurar,
de se conhecer e se libertar.
Ao analisar em que bases a sociedade se estabilizou vejo princípios corrompidos, ideias distorcidas, valores invertidos.
A pessoa nasce e logo descobre que precisa ser alguém.
Nunca lhe disseram que ela já é alguém.
Confunde as conquistas internas com as externas.
Quer TER e não SER, e com isso estabelece um projeto de vida que prioriza a obtenção de bens.
Trabalha no mínimo 35 anos muitas vezes no que não gosta, sacrifica suas horas de sono, lazer e com isso arrasta para a velhice uma série de consequências.
Acumula bens, o máximo que pode, para que na velhice encontre o abandono e para seus descendentes deixa seu patrimônio que muitas vezes ocasiona disputas, desunião, rancores.
E na espiritualidade ingressa de mãos vazias e com a alma despedaçada.
Pergunto: Esta pessoa viveu ou esteve morto consciencialmente durante o período que esteve encarnado?
Acordar significa dar sentido à vida, a existência.
Tudo que faz parte das suas escolhas é temporário,
então direcione o foco para bens duradouros, na aquisição de virtudes que você levará aonde estiver nesse Universo sem fim e seja bem-vindo ao mundo dos vivos.

Ieda Garcia

20nov/14

Meditação & Saúde

Todo ser humano é constituído de corpo, mente e espírito – único e individual.
Se este conjunto, que se chama “dosha”, está em equilíbrio e em conexão com as forças da natureza, então, a pessoa goza de saúde.

A Saúde não é ausência de doença, mas estado de bem-estar físico, mental e emocional.
Você pode não ter nenhuma doença, mas ser infeliz, estar sempre reclamando, ou se sentir incomodado.
Toda doença é saudades do lar, saudades de sua conexão com a natureza.

O ser humano com o passar do tempo vai perdendo a memória, se desconectando com o Todo.

A melhor maneira de viver saudável é vivenciar o momento presente, da maneira como ele não se apresenta. Desta forma você conseguirá fluir com o Universo.

Yoga, pranayama e meditação são os melhores instrumentos para o auto conhecimento, abrindo as janelas da mente para que você se conecte com seu interior e receba as mensagens inspiradoras da sua alma.

As práticas desenvolvem a criatividade, produtividade, inteligência, memória e concentração.

Quando seu ponto de referência é fora, nas coisas materiais, o seu ego tem necessidade de poder, aprovação, controle.

Através das práticas do Yoga, você transfere o ponto de referência para o silêncio dentro de você, seu ego se curva para dentro, e então se conecta com o lar.

Precisamos nos interligar pela meditação com as forças da natureza par alcançarmos o estado de bem-estar, saúde e equilíbrio.

Namastê – Ieda Garcia

meditação

20nov/14

Eterna Luta

Quando assistimos filmes de aventura onde existem heróis e homens cruéis, torcemos sempre para a conquista do bem e até esquecemos quantas perdas, quantos sacrifícios, quantas dúvidas acompanharam a vida do herói que paga um preço bem alto pelas suas escolhas para estabelecer outra ordem, outros valores.


Sinto-me assim com a diferença de que não sou heroína, mas alguém que por escolha interna resolveu desafiar o caminho da roça e propor uma modificação na forma de interpretar qual o papel de uma casa espiritual nesse momento crítico da sociedade.

O antigo comportamento de acolher, assistir colocando almas em total dependência do tratamento as coloca numa posição de acomodação e responsabilizando os desencarnados a obrigação de curá-los da obsessão, da depressão, da perturbação, tendo como obrigação semanal a leitura de uma página do evangelho, como se isso minimizasse as investidas do plano denso.

Não há estudo constante, nem grupos onde se possa abordar assuntos sobre os avanços tecnológicos utilizados pelo poder das sombras nas obsessões complexas.

Lançar um olhar mais profundo sobre o comportamento da sociedade e estudar com afinco as causas de tantos distúrbios psicológicos e traçar uma linha de ação baseada na transformação do indivíduo tirando-o de uma posição de dependente para agente.

Cada trabalhador precisa hoje se comprometer com suas escolhas responsabilizando-se por sua parte nessa parceria com a espiritualidade, desfazendo a crença que os mentores resolvem tudo sem que você se esforce na mudança. Padrões mentais e posturas emocionais de sentimentalismo e condição de vítima.

O que vejo é uma pedincharia sem fim, o plano espiritual não precisa de rezas, nem de ladainhas, mas de ação.

É urgente que cada trabalhador faça sua parte, colocando em primeiro plano suas responsabilidades no grupo que elegeu. E não deixando a tarefa em último plano, como muitos fazem, quando sobra um tempinho corre para a casa para negociar seu bem-estar.

É hora de sair do jardim de infância espiritual, cresçam todos aqueles que estão realmente certos de algum desejo sincero de se tornar melhor e mais consciente da realidade espiritual.

Ieda Garcia