Lelivéldia

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Muitos trabalhadores acampados para a construção de uma BR. Vários resolveram fincar os pés naquele solo de lama e fundaram “Lamarão”.
Um padre passa a fazer parte do grupo e Lamarão recebe o nome do mesmo: Lelivéldia.
Ruas de terra, um único carro, precariedade no comércio, falta de incentivo à cultura, à arte, casa de adobe, falta de recursos para a saúde e educação, seca, falta de meios de manutenção da vida…Foi esse o quadro que vimos há mais ou menos 16 anos atrás. Como ajudar?
Nosso corações foram mobilizados e, dentro das possibilidades, “jogamos sementinhas” em vários pontos (oficinas, cursos, doações, eventos). Várias brotaram e hoje há uma cidade pobre que ainda sofre com a seca e a falta de emprego (Não há nenhuma indústria na região), mas que em suas entranhas corre a vontade de ser feliz, de crescer…de ter o mínimo para viver com dignidade. Uma cidade valente que, tem dificuldades, mas também tem um povo amigo, sincero…e já é um pouco mais estruturada.

Lelivéldia é um povoado que se localiza na região média do Vale do Rio Jequitinhonha, a nordeste do estado de Minas Gerais , distante 570 km. da capital Belo Horizonte, e distante 22 km da sede do município. A estrada de rodagem BR 367  passa pelo centro do distrito. Mede cerca de 250 km2. Está a uma altitude de 636m e é banhada pelo rio Jequitinhonha, Ribeirão do Altar, Córrego do Bonito e Portilho. Limita com  as cidades de Cristália, Grão Mogol, Virgem da Lapa, José Gonçalves de Minas e o próprio centro de Berilo.

Lelivéldia possui duas escolas estaduais: Escola Estadual de Lelivéldia e Escola Estadual Hermano José. Ambas têm cerca de 3.000 alunos. Tem uma escola municipal e uma creche comunitária, que atende atualmente cerca de 125 crianças até 6 anos de idade.

Há também o Centro de Desenvolvimento Comunitário de Lelivéldia, destinado a promover assistência social e abrigar crianças carentes de 0 a 6 anos.

“Patronato Agrícola e Industrial de Lelivéldia” era o nome de um local destinado a abrigar crianças.

A ADEPAL – Associação de Defesa Ambiental de Lelivéldia propõe-se a um objetivo já expresso em sua denominação

Afinal, sobre o Centro de Convivência Infanto-Juvenil Curumim, as informações podem ser obtidas este site.

Artesanato
No ar do “Vale do Jequitinhonha” paira uma arte de riqueza imensa com formas e cores surpreendentes, detalhes marcantes. São as maravilhosas peças em argilas que retratam os costumes do povo, o tear manual que fio por fio vai tecendo a vida de cada um, as bonecas de cabaça…

Porém, essa pequena localidade de Lelivéldia ficou por anos “isolada” dessa arte, mas guardando a “semente que do ar caiu”.

Hoje executam o bordado Ponto Cruz com maestria, distribuindo beleza e capricho nos seus panos de prato e muitos fizeram do fruto de pequenas oficinas (de pintura em tecido, garrafa pet e patchwork), meios de conseguir um pequeno lucro.

Está nos planos do Curumim resgatar essa rica cultura com projetos como o do tear manual, entre outros e fazer germinar a semente da arte daquele povo.

Condições de Vida
Aquela que um dia passou por privações de todo o tipo: Seca (Não permitindo o cultivo do solo), fome, precariedade no comércio, falta de emprego, da cultura, da diversão e até dos meios de manutenção da saúde vem, após árduo trabalho de anos, começando a se estruturar.

Ainda hoje não há ofertas de emprego, além de estar vindo para São Paulo nas colheitas de café e cana (que estão restritas), e não há na região nenhuma indústria o clima não beneficia o plantio, as crianças da roça viajam horas prá chegar até a escola (ou no centro da cidadezinha onde há até o segundo grau, ou as pequenas nos diversos lugarejos que atendem, muitas vezes, turmas heterogêneas (períodos na mesma turma).

A diversão fica por conta do contato com a natureza; o comércio ainda é tímido e carente de ofertas, a cultura chega só pela televisão ( para os que tem) e a área da saúde fica restrita ao posto de saúde ou o hospital em Berilo (Casos que precisam de especialização precisar ir para Belo Horizonte).

Hoje pode-se dizer que uma estrada está sendo construída ( assim como a real BR 367) e o Centro de Convivência Infanto Juvenil incentivou essas mudanças, e faz parte dessa história.