Category Archives: Fraternidade

01jan/20

Mergulho

Ao mergulhar nas brumas do inconsciente lá se encontram memorias arcaicas, resíduos mórbidos de histórias mal resolvidas.

Ao visitar esses locais sombrios, marcados com as cicatrizes do tempo, se reúnem culpas e terrores de escravidão consciencial.  Registros milenares que se perpetuam na genética espiritual se reproduzindo, indefinidamente, no curso das reencarnações.

Humanos, hoje, transportam para gerações futuras o produto dos padrões, resultado das escolhas passadas imprimindo nessa sociedade medos, fobias, perturbações de todo gênero e grau, corpos são reproduzidos em formas defeituosas trazendo muita dor e sofrimento.

A humanidade arrasta pela existência o peso dos débitos que não são quitados no tempo devido e se remontam gerando mais dor.

Essa roda sem fim tira toda certeza de um futuro promissor, almas são esmagadas numa tortura exaustiva com pouquíssimas oportunidades de mudar o rumo da humanidade perdida.

A espécie está em vias de desaparecer se não adotarmos medidas e meios para por em pratica um planejamento baseado no desenvolvimento da natureza superior do Ser.

Almas por milênios encarceradas na prisão consciencial, dominadas pelos líderes do poder político-religioso.

Hoje, na era do desenvolvimento global tecnológico, é necessário sair da caverna e enfrentar os desafios daquele que começa o seu despertar.

A mente em formação vai obrigar as pessoas a questionarem, duvidarem, se posicionarem na construção futura da individualidade.

Nesse momento de transição haverá muitas lutas internas entre as crenças, os paradigmas, comportamentos, hábitos viciados e inconscientes.

É preciso alinhar-se ao propósito de se conhecer e se reinventar, o “plano B” significa continuar caindo no precipício da inconsciência.

Humanos recuperem sua Cidadania Universal e atendam ao chamado interno que irá tirá-los dessa imobilidade e destruição para levá-los ao lugar que precisam ocupar no Reino Humano, contribuindo para a conquista de valores internos para todos. Por Ieda Garcia

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020 (Vale do Jequitinhonha)

 

01jan/20

Vale? Por que o Vale?!

Vale? Por que o Vale?!

Por Ieda Garcia

Casas luxuosas, mansões suntuosas, uma disputa de vaidades e status numa sociedade corrompida de valores éticos e princípios.

Almas atormentadas circulam em compartimentos bem decorados com peças valiosas adquiridas em viagens pelo mundo dos prazeres. Perambulam como robôs acionados por medicamentos de última geração dos psicotrópicos.

Almas corroídas por culpas, remorsos, medos são movidos por pílulas para dormir, acordar, ter vigor sexual para abrandar suas frustrações, desilusões, desamor, o significado da vida, o sentido de existir estão longe dos seu interesse, seres banidos de si mesmo.

A cultura mórbida do corpo transforma o feminino belo em cópias idênticas de exposição para o consumo, a autoestima, a dignidade foi substituída por glúteos e seios empinados!   É o traço mais nítido de uma sociedade em decadência, valoriza-se o externo pelo aniquilamento do interno.

O contraste encontrado no Vale mostra o que é sobreviver a todo tipo de dificuldade, habitação, alimentação, saúde, vestuário, educação, totalmente opostos a vida na grande metrópole, ao conforto, ao desperdício, a vulgaridade e superficialidade!

Pessoas em profunda depressão dentro de suas casas confortáveis com tendências ao suicídio, síndrome do pânico porque suas vidas estão desprovidas de sentido, as diversões, passeios, barzinhos, viagens não são suficientes para preencher esse vazio existencial.

Enquanto isso um pai ou mãe desesperados buscam suprir com feijão (andu) a única refeição do dia no Vale da Dor. Corações partidos esperando talvez um milagre ou intervenção Divina.

Homens e mulheres que durante o ano todo tiveram seus pratos cheios, seu carro do ano na garagem, seu telhado a prova de tempestades, seus filhos em boas universidades, visitem o Vale e nos lugares mais inóspitos encontrarão pessoas como vocês, que ficarão felizes por serem lembrados na sua dor, se permitam a visitar casas de adobe sem móveis, sem colchões, para valorizarem suas vidas vazias e dando um novo rumo as suas vidas.

Aqui se reconquista o prazer pela vida e sentimento de gratidão por podermos compartilhar um pouco do que temos para aqueles que por questões cármicas nasceram sem direito a coisa alguma.

 

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020.

30nov/19

Caminhão rumo ao Jequitinhonha

O caminhão partiu para o Vale do Jequitinhonha em 30 de novembro de 2019 recheado com doações recebidas de roupas, calçados, brinquedos, sacolinhas de natal, utensílios domésticos, cama, fogão.

Este transporte foi possível devido a realização do Bazar de Natal no Ayravatha em 23.11.2019.

As pessoas que estão fazendo o carregamento são voluntários da Fraternidade Maria de Nazaré.

As doações são recebidas dos alunos do Centro de Estudos Ayravatha, voluntários e amigos da Fraternidade Maria de Nazaré, doações do Condomínio Swiss Park em São Bernado.

Os trabalhadores da Fraternidade e Amigos carregaram o caminhão.

Na última foto o caminhão é descarregado no Vale do Jequitinhonha, sede Curumim.

07ago/19

Limite

Não há mais trégua, a humanidade já esgotou todos os créditos concedidos pelo Plano Divino.

A Grande Lei hoje aplica inexorável, rápida atingindo a todos de forma que não há mais apelação.

O sofrimento existencial hoje se tornou o fator primordial para o despertar da consciência ou a loucura total.

Não há mais meio termo, o tempo esgotou e as regras são explicitas: não aprendeu, reprovou.

A misericórdia Divina suspendeu temporariamente sua ação e a lei da justiça tomou seu lugar.

Ou o Ser se decide ou desiste!

A humanidade tomou o rumo errado e hoje, colhe os frutos na negligência em relação ao desenvolvimento interno.

O mundo se tornou um parque de diversão.

Consumismo diabólico.

As almas se venderam pelo poder e estão mergulhando nas trevas esquecidos de si e do propósito de existir.

Psicografia – por Ieda – 07/08/2019