Category Archives: Fraternidade

02jul/20

Teoria x Emoção

Quando nos deparamos com desafios, a primeira reação é buscar a solução, elabora-se aqui, deduz-se ali, compara-se, pesa-se os prós e contras, usa-se o raciocínio lógico e … mágica, tudo resolvido.

Não é bem assim! O Vale nos proporcionou a oportunidade de fazer o laboratório das emoções com as várias situações que surgiram durante as décadas, no confronto com as teorias, encontramos outra realidade até então não conhecida.

O choque cultural é inevitável, os valores mudam, porque as necessidades primárias são outras e então você começa a se alfabetizar e compreender melhor as relações humanas e as teorias caem por terra diante de reações emocionais tão presentes em cada história de vida, cada drama convoca nossos sentimentos e crescemos em humanidade, é difícil descrever a gama de emoções e sentimentos que afloram a todo momento.

Daí a importância de nossos parceiros e companheiros de ideal virem conhecer a região e compartilharem seus conhecimentos e nos ajudarem nesse empreendimento de investir no ser humano independentemente de sua condição social,  racial e doarem-se naquilo que sabem fazer melhor, ganhando experiência de vida e acima de tudo perceberem o quanto possuem, aprendendo a dividir com aqueles que hoje resgatam seus débitos com as leis Universais e merecem nosso respeito.

por Ieda Garcia em 20.07.2016

24Maio/20

Num lapso de tempo

Em determinado momento parece que despencamos num abismo, tudo escurece, perdemos o rumo e obrigatoriamente temos que nos encarar.

Nessa breve interrupção é como se abrisse uma brecha no tempo quedamos e a dor existencial vem com estertores de morte, chamamos isso de depressão que vem acompanhada de um pavor.

De repente todas as bases na qual nos apoiamos desaba e nos sentimos nus e despreparados para viver.

As referências mudam não é mais possível manter as mesmas opiniões e pontos de vista.

Se por um lado existe dor, por outro ângulo foi rompido um ciclo perdido na memória do tempo.

Uma retomada de caminho é possível e nesse espaço entre a crise e alguns flashes de lucidez a luz se faz e a escuridão dá lugar a uma certeza inabalável que existe a luz no fim do túnel. É uma questão de esforço, empenho, determinação para alcança-la.

Sempre em frente não permaneçam no abismo!

por Ieda Garcia em 13/01/2019

04fev/20

Psicografia – Tempo

O tempo urge

Estamos na corrida conta o tempo

Não dá tempo! Não dá tempo!

E por ai vão os questionamentos acerca do tal tempo.

Mas afinal o que é o tempo?

o tempo foi algo criado pelo homem para organizar-se.

No Plano Espiritual não há ontem…hoje…e amanhã…nem horas.

Há somente o momento presente.

Tanto é que para o espírito, podemos vivenciar, intervir, reinterpretar, rever: experiências de qualquer momento da vida de uma pessoa agora.

O tempo não deveria ser medido pela quantidade de horas, mas pela qualidade daquilo que fazemos num determinado período.

Tanto é que as vezes o momento vivido não condiz com o tempo cronológico.

Portanto, no que diz respeito as suas experiências não se preocupe com o tempo, mas com a qualidade daquilo que está sendo feito.

As vezes a experiencia vivida é tão intensa e você esteve realmente tão presente nela que a sensação de tempo fica totalmente diferente do “tempo do relógio”.

Não se preocupe se o dia te “X” ou “Y” horas….

Se organize e viva plenamente a experiência.

Como já disse com qualidade com presença.

De que adianta fazer mil coisas sem experienciá-las.

Há aqueles que passam pelo mundo fazendo muita coisa mas não deixam marcas e há aqueles que fazem uma coisa e deixam uma energia tão forte que a marca fica para sempre.

Então não se preocupe tanto com o tempo,

mas com a qualidade e empenho daquilo que você faz.

Psicografia – Stela Richter

01jan/20

Mergulho

Ao mergulhar nas brumas do inconsciente lá se encontram memorias arcaicas, resíduos mórbidos de histórias mal resolvidas.

Ao visitar esses locais sombrios, marcados com as cicatrizes do tempo, se reúnem culpas e terrores de escravidão consciencial.  Registros milenares que se perpetuam na genética espiritual se reproduzindo, indefinidamente, no curso das reencarnações.

Humanos, hoje, transportam para gerações futuras o produto dos padrões, resultado das escolhas passadas imprimindo nessa sociedade medos, fobias, perturbações de todo gênero e grau, corpos são reproduzidos em formas defeituosas trazendo muita dor e sofrimento.

A humanidade arrasta pela existência o peso dos débitos que não são quitados no tempo devido e se remontam gerando mais dor.

Essa roda sem fim tira toda certeza de um futuro promissor, almas são esmagadas numa tortura exaustiva com pouquíssimas oportunidades de mudar o rumo da humanidade perdida.

A espécie está em vias de desaparecer se não adotarmos medidas e meios para por em pratica um planejamento baseado no desenvolvimento da natureza superior do Ser.

Almas por milênios encarceradas na prisão consciencial, dominadas pelos líderes do poder político-religioso.

Hoje, na era do desenvolvimento global tecnológico, é necessário sair da caverna e enfrentar os desafios daquele que começa o seu despertar.

A mente em formação vai obrigar as pessoas a questionarem, duvidarem, se posicionarem na construção futura da individualidade.

Nesse momento de transição haverá muitas lutas internas entre as crenças, os paradigmas, comportamentos, hábitos viciados e inconscientes.

É preciso alinhar-se ao propósito de se conhecer e se reinventar, o “plano B” significa continuar caindo no precipício da inconsciência.

Humanos recuperem sua Cidadania Universal e atendam ao chamado interno que irá tirá-los dessa imobilidade e destruição para levá-los ao lugar que precisam ocupar no Reino Humano, contribuindo para a conquista de valores internos para todos. Por Ieda Garcia

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020 (Vale do Jequitinhonha)

 

01jan/20

Vale? Por que o Vale?!

Vale? Por que o Vale?!

Por Ieda Garcia

Casas luxuosas, mansões suntuosas, uma disputa de vaidades e status numa sociedade corrompida de valores éticos e princípios.

Almas atormentadas circulam em compartimentos bem decorados com peças valiosas adquiridas em viagens pelo mundo dos prazeres. Perambulam como robôs acionados por medicamentos de última geração dos psicotrópicos.

Almas corroídas por culpas, remorsos, medos são movidos por pílulas para dormir, acordar, ter vigor sexual para abrandar suas frustrações, desilusões, desamor, o significado da vida, o sentido de existir estão longe dos seu interesse, seres banidos de si mesmo.

A cultura mórbida do corpo transforma o feminino belo em cópias idênticas de exposição para o consumo, a autoestima, a dignidade foi substituída por glúteos e seios empinados!   É o traço mais nítido de uma sociedade em decadência, valoriza-se o externo pelo aniquilamento do interno.

O contraste encontrado no Vale mostra o que é sobreviver a todo tipo de dificuldade, habitação, alimentação, saúde, vestuário, educação, totalmente opostos a vida na grande metrópole, ao conforto, ao desperdício, a vulgaridade e superficialidade!

Pessoas em profunda depressão dentro de suas casas confortáveis com tendências ao suicídio, síndrome do pânico porque suas vidas estão desprovidas de sentido, as diversões, passeios, barzinhos, viagens não são suficientes para preencher esse vazio existencial.

Enquanto isso um pai ou mãe desesperados buscam suprir com feijão (andu) a única refeição do dia no Vale da Dor. Corações partidos esperando talvez um milagre ou intervenção Divina.

Homens e mulheres que durante o ano todo tiveram seus pratos cheios, seu carro do ano na garagem, seu telhado a prova de tempestades, seus filhos em boas universidades, visitem o Vale e nos lugares mais inóspitos encontrarão pessoas como vocês, que ficarão felizes por serem lembrados na sua dor, se permitam a visitar casas de adobe sem móveis, sem colchões, para valorizarem suas vidas vazias e dando um novo rumo as suas vidas.

Aqui se reconquista o prazer pela vida e sentimento de gratidão por podermos compartilhar um pouco do que temos para aqueles que por questões cármicas nasceram sem direito a coisa alguma.

 

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020.