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01jan/20

Felicidade?

O que faz o homem feliz? Realizar desejos? Conquistar bens? Ter uma boa profissão? Boa situação financeira? Realização afetiva?

Ao descrever essas possibilidades será que existe alguém capaz de satisfazer todos esses predicados?

Durante o tempo cronológico que por aqui se passa haverá episódios relevantes que trarão momentos de exaltação emocional, alegrias passageiras que da mesma forma que chegaram se esvaem rapidamente….

E onde fica essa tão almejada felicidade?

Como pode existir dentro de indivíduos egoístas um estado de felicidade genuína, permanente.

Ao se adquirir bens materiais faz-se de uma satisfação temporária que preenche as carências internas, mas não traz o sentimento de realização.

Hoje se vive uma sociedade infeliz que busca por todos os meios suprir a miséria humana, barzinhos, bebidas, drogas, relações sexuais sem afeto, reuniões sociais hipócritas, que descaracterizam totalmente a busca pela felicidade.

Poucos desc0obriram a fórmula mágica para se alcançar esse estado de contentamento permanente.

Algumas almas nasceram desprovidas de egoísmo e através da entrega, do amor e do serviço ao próximo vivenciaram a felicidade, o ato de servir.

Essas lições deixadas por poucos, que sirvam de inspiração para se aprender a servir sem esperar recompensa ou qualquer tipo de retribuição.

Esse é o pote de ouro que a humanidade deve perseguir, percebendo que o maior dos prazeres não substitui a verdadeira felicidade de servir.

Por Ieda Garcia

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020.

 

 

01jan/20

Mergulho

Ao mergulhar nas brumas do inconsciente lá se encontram memorias arcaicas, resíduos mórbidos de histórias mal resolvidas.

Ao visitar esses locais sombrios, marcados com as cicatrizes do tempo, se reúnem culpas e terrores de escravidão consciencial.  Registros milenares que se perpetuam na genética espiritual se reproduzindo, indefinidamente, no curso das reencarnações.

Humanos, hoje, transportam para gerações futuras o produto dos padrões, resultado das escolhas passadas imprimindo nessa sociedade medos, fobias, perturbações de todo gênero e grau, corpos são reproduzidos em formas defeituosas trazendo muita dor e sofrimento.

A humanidade arrasta pela existência o peso dos débitos que não são quitados no tempo devido e se remontam gerando mais dor.

Essa roda sem fim tira toda certeza de um futuro promissor, almas são esmagadas numa tortura exaustiva com pouquíssimas oportunidades de mudar o rumo da humanidade perdida.

A espécie está em vias de desaparecer se não adotarmos medidas e meios para por em pratica um planejamento baseado no desenvolvimento da natureza superior do Ser.

Almas por milênios encarceradas na prisão consciencial, dominadas pelos líderes do poder político-religioso.

Hoje, na era do desenvolvimento global tecnológico, é necessário sair da caverna e enfrentar os desafios daquele que começa o seu despertar.

A mente em formação vai obrigar as pessoas a questionarem, duvidarem, se posicionarem na construção futura da individualidade.

Nesse momento de transição haverá muitas lutas internas entre as crenças, os paradigmas, comportamentos, hábitos viciados e inconscientes.

É preciso alinhar-se ao propósito de se conhecer e se reinventar, o “plano B” significa continuar caindo no precipício da inconsciência.

Humanos recuperem sua Cidadania Universal e atendam ao chamado interno que irá tirá-los dessa imobilidade e destruição para levá-los ao lugar que precisam ocupar no Reino Humano, contribuindo para a conquista de valores internos para todos. Por Ieda Garcia

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020 (Vale do Jequitinhonha)

 

01jan/20

Vale? Por que o Vale?!

Vale? Por que o Vale?!

Por Ieda Garcia

Casas luxuosas, mansões suntuosas, uma disputa de vaidades e status numa sociedade corrompida de valores éticos e princípios.

Almas atormentadas circulam em compartimentos bem decorados com peças valiosas adquiridas em viagens pelo mundo dos prazeres. Perambulam como robôs acionados por medicamentos de última geração dos psicotrópicos.

Almas corroídas por culpas, remorsos, medos são movidos por pílulas para dormir, acordar, ter vigor sexual para abrandar suas frustrações, desilusões, desamor, o significado da vida, o sentido de existir estão longe dos seu interesse, seres banidos de si mesmo.

A cultura mórbida do corpo transforma o feminino belo em cópias idênticas de exposição para o consumo, a autoestima, a dignidade foi substituída por glúteos e seios empinados!   É o traço mais nítido de uma sociedade em decadência, valoriza-se o externo pelo aniquilamento do interno.

O contraste encontrado no Vale mostra o que é sobreviver a todo tipo de dificuldade, habitação, alimentação, saúde, vestuário, educação, totalmente opostos a vida na grande metrópole, ao conforto, ao desperdício, a vulgaridade e superficialidade!

Pessoas em profunda depressão dentro de suas casas confortáveis com tendências ao suicídio, síndrome do pânico porque suas vidas estão desprovidas de sentido, as diversões, passeios, barzinhos, viagens não são suficientes para preencher esse vazio existencial.

Enquanto isso um pai ou mãe desesperados buscam suprir com feijão (andu) a única refeição do dia no Vale da Dor. Corações partidos esperando talvez um milagre ou intervenção Divina.

Homens e mulheres que durante o ano todo tiveram seus pratos cheios, seu carro do ano na garagem, seu telhado a prova de tempestades, seus filhos em boas universidades, visitem o Vale e nos lugares mais inóspitos encontrarão pessoas como vocês, que ficarão felizes por serem lembrados na sua dor, se permitam a visitar casas de adobe sem móveis, sem colchões, para valorizarem suas vidas vazias e dando um novo rumo as suas vidas.

Aqui se reconquista o prazer pela vida e sentimento de gratidão por podermos compartilhar um pouco do que temos para aqueles que por questões cármicas nasceram sem direito a coisa alguma.

 

Lelivéldia, 01 de janeiro de 2020.